segunda-feira, 12 de setembro de 2011

M16 (fuzil)

United States Rifle, Caliber 5.56 mm, M16
Usarmy m16a2.jpg

M-16
TipoFuzil semiautomático
Local de origem Estados Unidos
História operacional
Em serviço1960- presente
Histórico de produção
CriadorEugene Stoner
Data de criação1957
Período de
produção
1960 - presente
VariantesM16, XM16E1 e M16A1, M16A2, M16A3, M16A4, M4.
Especificações
Peso3,9 a 4,2 kg
Comprimento1003mm
Comprimento
do cano
508mm

Calibre5.56x45 mm NATO
AçãoGás (ação direto sobre o ferrolho)
Cadência de tiro800 a 900 disparos por minuto (Dependendo do modelo)
Velocidade de saída(975 m/s) (M16A1) (930 m/s) (M16A2)
Alcance efetivo550 m
Sistema de suprimentoVários tipos de carregadores




M16 é a designação das forças armadas norte-americanas para uma família de fuzis de assalto derivados do AR-15. Este fuzil de assalto tem sido o principal fuzil de infantaria das forças armadas dos Estados Unidos desde 1967. Além de ser utilizado por 15 países da OTAN, o M16 é a arma de fogo mais produzida em seu calibre.

 

Cronologia do desenvolvimento

A historia do desenvolvimento e adoção do fuzil 5,56mm americano, o M16, é longa e controversa, a seguir se encontra a mais provável:
  • 1948: O Operations Research Office (ORO) do exército americano realizou uma pesquisa sobre armas leves, a pesquisa foi concluída no inicio dos anos 1950, teve como resultado que o calibre mais desejável para infantaria seria o .22, uma arma de alta taxa de disparo, com seletor de fogo automático com precisão até 300 metros
  • 19531957: o US DOD realiza uma pesquisa similar que chega a mesma conclusão um calibre .22 de alta velocidade.
  • 1957: O exército americano pede a Armalite, uma divisão da Fairchild Aviation Corp. para desenvolver um fuzil calibre .22, leve com seletor de fogo, com capacidade para penetrar um capacete de aço a 500 metros. Eugene Stoner, um projetista da Armalite, desenha um novo fuzil de assalto com base no seu desenho anterior o AR-10 em calibre 7,62mm, ao mesmo tempo a Remington, em conjunto com a Armalite, começa o desenvolvimento de um cartucho com base nos .222 Remington e .222 Remington Magnum, ambos cartuchos de caça, sobre o nome inicial de .222 Remington Special e lançado sobre designação .223
Remington, com código M193.
  • 1958: A Armalite entrega os novos fuzis, sobre o nome de AR-15, ao exército para testes, os testes iniciais mostraram sérios problemas de precisão e confiabilidade com o fuzil
  • 1959: A Fairchild desapontada com o AR-15 vende os direitos de produção e patente para a Colt Manufacturing Company.
  • 1960: Eugene Stoner deixa a Armalite e se junta a Colt, no mesmo ano a Colt apresenta o AR-15 para o comandante da USAF General Curtis LeMay, LeMay pretendia adquirir 8.000 AR-15 para o Comando aéreo estratégico, para substituir as envelhecidas carabinas M1 e M2.
  • 1962: A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA),compra 1.000 AR-15 da Colt e os envia ao Vietnã do Sul para experiências em combate, no mesmo ano excelentes relatórios chegam do campo que demonstram a eficácia do novo fuzil preto usado pelas forças do Sul.
  • 1963: A Colt recebe contratos de 85.000 para o exércido dos Estados unidos, com a designação de XM16E1 e mais 19.000 fuzis para USAF, com a designação de M16, o M16 da USAF não era nada mais do que um AR-15 com um novo nome. O XM16E1 difere do AR-15/M16 (modelos da época) por ter um dispositivo adicional chamado de frente auxiliar, que empurra o conjunto do ferrolho, forçando a cabeça de trancamento em caso de obstruções.
  • 1964: A USAF adota oficialmente o M16, no mesmo ano o US Army aprova o XM16E1 para ser usado no período de aposentadoria do M14 de calibre 7,62mm até a finalização do projeto SPIW.
  • 1966: A Colt é premiada com um contrato de 840.000 fuzis para as forças armadas americanas num valor de 92 milhões de dólares, cerca de 105 dólares por unidade.
  • 1967: O US Army aprova o XM16E1 como sobre designação M16A1, em 28 de fevereiro.
  • 19651967: Relatórios de campos do Vietnã lançam um olhar pessimista sobre a arma, os fuzis emitidos para as tropas americanas em combate, travam em meio ao combate, o que resultou em muitas baixas. Houve algumas causas para o mau funcionamento, o principal foram às munições que usavam, tinham como propelente uma pólvora em grânulos esféricos, a mesma utilizadas na munição 7,62 OTAN, esse grânulos produziam resíduos muito incrustantes que se acumulavam e travavam o fuzil, isso aliado ao fato do kit de limpeza não acompanhava o fuzil, os soldados eram pouco treinados para limpar o seu fuzil e tinha poucas provisões para fazê-lo, e o sistema de ação direto sobre o ferrolho que aumenta os desgaste da arma reduzindo sua precisão rapidamente.
  • 19671970: Percebida as deficiências do fuzil, começou-se a saná-las, utilizando-se novas munições que geram bem menos resíduos, o ferrolho e o duto de gases começam a ser cromadas para aumentar sua resistência a corrosão, Kits de limpeza foram emitidos para as tropas e programas de treinamento foram feitos, no começo os kit eram levado separados da arma mas em torno de 1970 todos os M16A1 são fabricados com uma cavidade na coronha para leva o kit, no mesmo ano carregadores de 30 cartuchos foram introduzidos para se equiparar aos fuzis AK-47 de fabricação chinesa e soviética que vinham com carregadores de 30 cartuchos.
  • 19771979: Ensaios da OTAN levam a adoção de um cartucho 5,56x45mm melhor, desenvolvido na Bélgica pela FN, desenvolvido em conjunto com a metralhadora leve FN Minimi, com um projétil 0,5 gramas mais pesado e mais fino na ponta, sendo que com uma velocidade um pouco menor, como resultado um alcance e poder de penetração maior, porém o alcance melhorou porque a munição tinha um melhor coeficiente balístico, seu código é SS109, O cartucho SS109 precisa de um cano com um giro nas estrias a cada 7 polegadas (razão 1:7), o cano dos primeiros M16 que usavam munição M193 tinha razão 1:12, pois queriam que o projétil toma-se posição vertical para aumentar o dano. Hoje muitos fabricantes fazem seus canos com razão 1:9, para que eles aceitem razoavelmente bem ambas as munições.
  • 1981: A Colt desenvolveu uma variação do M16A1, adaptado para a munição SS109, ele possuía um cano mais pesado com razão 1:7, guarda-mato cilíndrico ao invés do triangular e miras ajustáveis, e substituiu o fogo automático pela rajada de 3 tiros, como medida para preserva munição, denominado M16A1E1
  • 1982: O M16A1E1 é renomeado como M16A2.
  • 1983: O USMC aprova e adota o M16A2
  • 1985: O US Army adota oficialmente o M16A2 como fuzil padrão da infantaria.
  • 1988: A FN Manufacturing, uma subsidiária da FN Herstal, torna-se o principal fabricante de armas das forças armadas americanas, porém a Colt continua o desenvolvimento e fabricação de armas baseadas AR-15, porém fornecendo apenas para o mercado civil.
  • 1994: As versões mais recentes da família M16 são lançadas: M16A3 e M16A4 com alça removível com trilhos picatinny, sendo que o M16A3 possui capacidade de fogo automático diferente do M16A4 que, como o M16A2, é limitado a rajada de 3 tiros. Nesse mesmo ano foi lançada um membro dessa família o M4 e M4A1 que não são nada mais do que, respectivamente, M16A2 e M16A3 com canos menores.

Serviço

Soldado americano atirando com um M16
O M16 ainda é a principal arma das forças armadas americanas, também é amplamente utilizado pelas suas forças policiais quer sejam versões militares (por exemplo na polícia de Los Angeles(LAPD) havia alguns M16, que foram aposentados pelo US Army) ou em versões civis que são limitadas a fogo semi-automático. Os fuzis da família AR-15 são fabricados nos EUA por, pelo menos, dezenas de grandes empresas como Armalite, Bushmaster, Colt, FN Manufacturing, Hesse, Les Baer, Olympic, Wilson Combat, e por um número ainda maior de pequenas empresas, que montam seus M16 a partir de peças fabricadas por outras empresas, a família AR-15 também é fabricada fora dos EUA, mais notavelmente no Canadá, pela Diemaco Co. A China também produz um modelo de AR-15. Os M16 são utilizados por várias forças fora dos EUA, destacando o serviço aéreo especial (SAS) britânico, que preferiu utilizar o M16 durante era desastrada do L85. Hoje a maior parte dos defeitos do M16 foram sanados, ele é considerado um dos melhores fuzis de assalto do mundo, mesmo não podendo rivalizar, no quesito confiabilidade em qualquer ambiente, com os seus maiores rivais, os fuzis kalashnikov, ele é razoavelmente confiável, especialmente quando mantido com boa manutenção, e ele é uma das armas mais ergonômicas e precisas já produzida. A principal vantagem do projeto de Eugene Stoner, é a modularidade, diversos calibre de rifles e pistolas podem ser adaptados, eles vão desde o pequeno e rápido .17 Remington até o monstruoso .458 SOCOM, ou do .22LR até o .50AE, apenas intercambiando as partes superior e inferior da caixa da culatra.

 Ficha técnica

O AR-15/M16 é operado a gás, alimentado por carregador, com seletor de fogo, o M16 e o AR-15 são basicamente a mesma arma, sendo que os AR-15 para o mercado civil são limitados a fogo semi-automático. O coração do AR-15 é o sistema de ação direta de gases sobre o transportador do ferrolho, desenvolvido por Stoner no inicio dos ano 1950, esse sistema não utiliza o convencional de pistão e biela para impulsionar o transportador do ferrolho, em vez disso os gases quentes e pressurizados do disparo são conduzidos por um tubo de aço inoxidável para a caixa da culatra, na caixa da culatra os gases encontram apêndice do transportador do ferrolho, la ele se expande e impulsiona para trás o transportador, forçando a rotação que abre da cabeça de trancamento, logo que o ferrolho se destranca, o transportador continua sua viagem sobre inércia e pressão residual dos gases, esse mesmo movimento extrai o estojo deflagrado, quando a força da mola de recuperação, localizada na coronha, se torna maior que a inércia o conjunto volta levando um novo cartucho para o cano, trancando o ferrolho. O ferrolho possui 7 ressaltos de trancamento e mais um localizado na garra de extração, desde a introdução do XM16E1, existi um dispositivo, já mencionado, que ajuda no trancamento do ferrolho, ele está presente em todos a família AR-15 tanto nos fuzis militares, quanto nos civis, ele é composto apenas de uma mola e um botão que encaixa em serrilhas na lateral direita do transportador do ferrolho, que o empurra forçando o trancamento, quando a pressão da mola de recuperação não é suficiente para fazê-lo, e o fuzil não dispara quando o ferrolho não está trancado, há ainda um retém que mantem a arma “aberta” quando a munição do carregador acaba, para libera o ferrolho deve-se pressionar um botão lacalizado a esquerda da caixa da culatra em cima do carregador, a alavanca de maneja em forma de “T” fica em cima da caixa da culatra e ela não é solidária ao ferrolho quando a arma dispara A janela de ejeção fica ao lado direito da caixa da culatra, ela tem uma tampa que se abre automaticamente quando o transportador do ferrolho é puxado, o M16A2 introduziu um defletor de cartuchos que protege o rosto do atirador canhoto.

domingo, 11 de setembro de 2011

FN FAL ou 765

FN FAL

FN Fusil Automatique Léger
FN FAL
TipoFuzil Automático
Local de origem Bélgica
História operacional
Em serviço1953- atual.
Histórico de produção
CriadorDieudonne Saive e Ernest Vervier
Data de criação1947-1953
Período de
produção
1953-act.
VariantesFAL 50.41 (FALO/FAP), FAL 50.42 (FALO), FAL 50.61, FAL 50.63 E FAL 50.64
Especificações
Peso4,93 kg (FAL)
6 kg (FALO/FAP)
Comprimento1,10m


Calibre7,62x51mm NATO
AçãoAção direta de gases sobre êmbolo(pistão);
Cadência de tiro650-700 tpm
Velocidade de saída850 m/s
Alcance efetivo900 m
Sistema de suprimentocarregador de 20 tiros
Miraalça e ponto de mira






FN FAL (Fabrique Nationale, Fusil Automatique Léger - Fábrica Nacional, Fuzil Automático Leve) é um fuzil de assalto concebido e produzida originalmente pela empresa belga Fabrique Nationale em Helstal.

 Histórico

O FN FAL (Fuzil Automático Leve), é um dos desenhos de fuzil militar mais famosos e usados no mundo, Desenvolvido pela empresa belga Fabrique Nationale, é fabricado pelo menos em 10 países, incluindo o Brasil. Seus dias de serviço estão no fim, mas ainda é amplamente utilizado em muitas partes do mundo, principalmente no Brasil. A história do FAL começou perto de 1946, quando a FN começou a desenvolver um novo fuzil de assalto. Usando o cartucho intermediário alemão 7,92X33mm, o projeto foi liderado pela equipe de Dieudonne Saive, que ao mesmo tempo trabalhou no fuzil SAFN-49. Portanto não surpreende que ambos sejam mecanicamente bem semelhantes. Em finais de 1940 os engenheiros belgas foram a Inglaterra e passaram usar o cartucho britânico 208 (7,43x43mm) que também é um cartucho intermediário, mas de desenvolvimento melhor.

C2, versão Canadiana da FALO
Em 1950 o engenheiros belgas e ingleses criaram um protótipo em formato bullpup o EM-2 esses fuzis foram testados pelo exército americano, esses protótipo impressionaram muito os americanos, mas a idéia de se usar um cartucho intermediário não era muito bem compreendida pelos americanos, que ainda usavam fuzis semi-automáticos, os M1 Garand em calibre 30.06 e .308 Winchester e insistiram para que a OTAN padroniza-se o cartucho de alta potencia T65/ 7,62x51mm similar ao .308 em 1953-1954. A FN modificou o FAL por causa dessa padronização, os primeiros FAL’s 7,62 estavam prontos na Bélgica em 1953, mas a Bélgica não foi o primeiro pais a aprovar o FAL como fuzil padrão o país que provavelmente aprovou-o foi o Canadá, com ligeiras modificações sobre o nome C1, em 1955 os canadenses começaram a produzir os fuzis C1 e C2, esse último uma versão com cano pesado, conhecido no Brasil, como FAP, em 1957 o exercito inglês seguiu o exemplo canadense e adotou o FAL com o nome L1A1, que eram fornecidos normalmente com miras ópticas de 4x. Em seguida foi a Áustria sobre o nome Stg.58 fabricado pela Steyr. O FAL foi adotado pelo exercito brasileiro em 1964.
Varias versões do FAL também foram aprovadas na Turquia, Austrália, Israel, África do Sul, Alemanha ocidental e vários outros países. O sucesso do FAL poderia ser maior ainda se a FN tivesse vendido os direitos de produção do FAL para a Alemanha ocidental, onde era conhecido como G-1, mas a FN rejeitou o pedido, por isso a Alemanha que comprou os direitos do CETME espanhol, com algumas modificações a Heckler & Koch criou o HK G3, o mais notável rival do FAL.

 Parte técnica


Soldados da Jamaica praticando tiro com FN FAL
A principal deficiência do FAL é que em fogo automático, os tiros se espalham muito, porém, o FAL é um dos fuzis mais conhecidos, confiáveis e precisos, além de que tende a apresentar, eventualmente, panes em ambientes de com a presença de areia fina e poeira. Os únicos países que ainda produzem o FAL são o Brasil que fabricado pela Imbel sobre o código M964 e surpreendentemente os EUA onde uma série de empresas privadas fabricam diversas versões e kit de peças recém-fabricadas, a maioria desses FAL’s são limitados a fogo semi-automático e disponíveis apenas para o mercado civil. O FAL é operado a gás, possui um seletor de fogo de três posições: segurança, semi-automático e fogo completamente automático. É alimentado por carregador e usa um pistão de gás alocado acima do cano. O pistão tem sua própria mola de recuperação. Após o disparo o gás empurra o pistão faz um rápido toque no transportador do ferrolho, o resto da operação é dado apenas pela inércia. O conjunto do ferrolho, possui ainda um regulador de gás para que ele possa ser facilmente adaptado para as diversas condições ambientais, ou para o lançamento de granadas de bocal de forma segura. O sistema de trancamento do ferrolho utiliza uma cabeça de trancamento basculante, com isso a parte traseira encosta-se na caixa da culatra que era feita, inicialmente, em aço forjado, mas em 1973 começou-se a testar vários tipos de metal na fabricação da caixa da culatra, a fim de se reduzir o custo de produção e o peso, mas sua fabricação ficou presa ao aço usinado por causa de seu sistema basculante que encosta na caixa da culatra.

[editar] Comparação com similar AK-47

O FAL tem vantagens e desvantagens sobre o AK-47, já que usa um calibre parecido. O FAL por ser um armamento mais longo do que o AK-47 tende a ser mais preciso nos seus disparos e o Calibre 7,62 x 51 mm tem um projétil mais rápido do que o 7,62 x 39 mm do AK-47 que por sua vez perde em impacto do alvo. As vantagens do AK-47 para o FAL limitam-se as características operacionais de maneabilidade pelo seu tamanho, curto, mais adequado ao assalto e a sua manutenção incomparável entre os fuzis de assalto de todo o mundo.

 Utilização no Brasil

O FN FAL, no Brasil chamado Fuzil Automático Leve ou Fuzil de Assalto Ligeiro, é fabricado integralmente pela IMBEL. Quatro versões são utilizadas pelo Exército Brasileiro, e recebem a nomenclatura de Fuzil 7,62mm M964 (FAL) para a versão com coronha fixa, versão mais comum no Exército, e utilizada em todas as suas tropas convencionais, também era o fuzil padrão do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, mas já foi substituído pelo M16A2. As outras versões são Fuzil 7,62mm M964 A1 (Pára-FAL) para a versão com coronha dobrável, e Fuzil Metralhadora 7,62mm M964, conhecido como Fuzil Automático Pesado (FAP) para a versão 2 kg mais pesada e com coronha fixa de madeira, versão mais apropriada para o apoio de fogo e também usada pelo Exército. A IMBEL também fabrica um modelo adaptado ao FAL em calibre .22, para treinamento militar.
Apesar do sucesso de seu uso, o Exército já utiliza este fuzil há quase três décadas, por isso o Exército Brasileiro está prestes a substituir o FN FAL pelo moderno fuzil brasileiro IMBEL MD97 5,56mm.
A versão M964 A1, no Brasil é conhecida como Pára-FAL, devido a sua coronha rebatível, é apropriado o seu uso por unidades aerotransportadas, que tem menos espaço para o transporte de equipamentos, por isso a primeira unidade do Brasil a utilizar esta versão, foi a Brigada de Infantaria Pára-quedista, por isso começou a ser chamado no meio militar de Pára-FAL, posteriormente passou a ser usado também pela Brigada de Operações Especiais, pelo Comando Militar da Amazônia, pela Força de Ação Rápida Estratégica e por unidades que operam no pantanal, como o 17º Batalhão de Fronteira. O seu uso em todas estas unidades é porque devido a coronha dobrável, o transporte fica facilitado, seja em aviões, helicópteros ou em pequenas embarcações na amazônia brasileira e no pantanal. Recentemente exercito brasileiro colocou em pratica o plano para a adoção total do Para-FAL, pelas suas unidades operacionais. Que na verdade consiste em: um grande projeto de "recauxutagem" dos FAL's já existentes, já que poucas peças são trocadas, basicamente: molas de recuperação, cano e a coronha, para a conversão dos modelos de coronha fixa para o de coronha rebativel.
Também é usado em outras organizações, como a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, é visto com frequência em operações de seus batalhões convencionais e também do Batalhão de Operações Policiais Especiais, em sua maioria, na versão M964 A1 (Pára-FAL). Algumas outras organizações policiais militares estaduais e civis de outras unidades da federação também o utilizam.

 Utilização em Portugal


Soldados portugueses em Angola durante o início da década de 1960, armados com FN m/962
O FN FAL foi utilizado pelo Exército Português a partir de 1962, em complemento à espingarda automática Heckler & Koch G3, para uso das suas forças empenhadas na Guerra do Ultramar em África. Em Portugal o FN FAL foi oficialmente designado por Espingarda Automática 7,62 mm FN m/962 (popularmente era conhecido simplesmente por "FN"). Na altura foram testados os dois modelos de armas, escolhendo-se a G3 para arma padrão em detrimento da FN. No entanto os quase 30.000 FN recebidos continuaram a ser utilizados até ao fim da guerra.

 Variantes


Fuzil FN FAL M964 A1(Para-FAL) - 7,62mm OTAN
Durante o tempo o FAL foi produzido em várias versões, no entanto existem quatro configurações básicas do FAL:
  • FAL 50,00, ou simplesmente FAL com coronha fixa feita em plástico e cano padrão de 533mm;
  • FAL 50,63 ou Para-FAL, com coronha dobrável feita em aço com cano padrão de 431mm;
  • FAL 50.64 com coronha da versão Para e cano 533mm; e os FAL 50,41 com cano pesado também conhecido como FAL Hbar, FALO ou FAP essa para tiros automáticos como arma leve de apoio de fogo.
  • FAL 50.41 (FALO): Também conhecido como FAL Hbar, versão de coronha plástica, com cano pesado e bipé, permitindo alguma capacidade de fogo sustentado, destinada a ser utilizada como arma de apoio colectivo das fracções elementares de infantaria. Também denominada C2A1 (no Canadá), L2A1 (em alguns países da Commonwealth) e FAP - Fuzil Automático Pesado (no Brasil); FAL 50.42 (FALO): igual ao FAL 50.41, mas com coronha de madeira.